A alopecia areata é uma doença autoimune: o sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos.
Esse ataque interrompe temporariamente o crescimento do cabelo, levando à queda em áreas específicas, em todo o couro cabeludo ou, em alguns casos, em todo o corpo. A doença é imprevisível: pode aparecer em qualquer idade, pode ficar parada por anos, pode voltar.
O cabelo, na maioria dos casos, não morre. O folículo continua vivo, em modo de espera. Por isso, em muitos pacientes, o cabelo volta a crescer espontaneamente, com ou sem tratamento.
Não é contagiosa. Não tem cura definitiva ainda. Mas tem cuidado, tratamento em evolução e uma comunidade que entende.
A apresentação mais comum: uma ou mais áreas circulares de queda no couro cabeludo, geralmente com bordas bem definidas. O cabelo ao redor da área fica normal.
Quando a queda ocorre em áreas na região da barba. Pode aparecer isolada ou acompanhada de queda em outras áreas do corpo.
Histórico de saúde, doenças autoimunes na família, momento em que a queda começou e fatores associados.
Análise da área, das bordas e da pele ao redor com dermatoscópio. Cabelos em ponto de exclamação são um sinal típico.
Tireoide, hemograma, ferritina, vitamina D e, em alguns casos, exames para outras condições autoimunes associadas.
Discussão de opções de tratamento, expectativas realistas e acompanhamento. Encaminhamento para apoio psicológico, se útil.
Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta com um dermatologista. A AAGAP não realiza diagnósticos nem indica tratamentos individuais. Se você está com queda de cabelo, procure um profissional habilitado. Encontre um especialista no Portal da SBD.
Aplicação direta na área, em creme, loção ou injeção. É a primeira linha em quadros pequenos e localizados. Boa resposta na maioria dos casos leves a moderados.
Primeira linhaQuadros levesAdultos e crianças
Usado como adjuvante para estimular o crescimento após a fase ativa da queda. Não trata a causa autoimune, mas pode acelerar a recuperação.
AdjuvantePós-queda
Os medicamentos mais recentes aprovados no Brasil. Indicados para quadros graves (perda de 50% ou mais). Exigem acompanhamento médico regular e exames prévios. Veja nosso artigo completo no blog.
Quadros gravesAdultos a partir de 18Ritlecitinibe a partir de 12 anos
Indução de uma reação alérgica controlada na placa para reorientar a resposta imune. Reservada a casos extensos resistentes, em centros especializados.
Centro especializadoCasos resistentes
Parte integrante do tratamento, não um extra. Estudos mostram que o impacto emocional é tão importante quanto o tratamento dermatológico. Procure profissional especializado em doenças crônicas.
Todos os pacientesCrianças e adolescentes especialmente